segunda-feira, 18 de junho de 2012

Avaliações subjetivas - Como medir idéias

Estávamos envolvidos em um Prêmio para boas idéias. O mesmo se destinava a captar idéias e premiar as melhores. Mas como medir algo que não possui uma escala matemática, e sim aspectos puramente subjetivos ?

Critérios binários

A tendência seria classificar uma idéia como boa ou ruim, nova ou ultrapassada. Seriam escalas separadas de valor sim ou não, 0 (zero) ou 1 (um), marcado ou não marcado. É um tipo de classificação não criativa e infantil.

Escalas de mais de dois

Outra forma de classificação seria utilizar uma escala de 1 a 3 (ruim, mais ou menos, bom) ou de 1 a 5 (ruim, regular, médio, bom e muito bom); Todas estas são também primitivas e não passariam pelo critério de recursos frente à justiça (pois existem os que se sentem injustiçados e que recorrem à lei, complicando coisas simples).

Escalas baseadas no escopo das idéias

Um critério inicial e adulto seria analisar as idéias em uma escala de valores do próprio universo do assunto: as idéias.

No nível mais baixo (1) classificaríamos as idéias como já existentes e sem nenhuma melhoria. A seguir, (2) diríamos que a idéia já existe, mas a apresentada possui melhorias em termos de rendimento ou custo. Logo após (3), diríamos que uma idéia possui melhorias capazes de fazer com que ela se aplique à utilização que sua original tinha, no entanto os mecanismos são bem melhores. Elevando mais o tipo de idéia (4), pode surgir um grau em que a idéia é totalmente nova.

As idéias totalmente novas podem trazer consigo alguns critérios para análise de sua implantação (já que são novas) e que determinarão sua vantagem em vários graus:

Facilidade de compreensão;
Facilidade para treinamento de sua utilização prática;
Tempo e Custo de fabricação (se for um produto);
Tempo e Custo de treinamento;
Custo de distribuição (se for o caso de um produto);
Acoplamento a equipamentos ou teorias já existentes.

Conclusão

Portanto, analisar os valores dentro do escopo do assunto é bem mais maduro do que utilizar escalas numéricas passíveis de interpretações subjetivas. Não estamos mais na época disto, pois em todos os ramos já temos levantamentos numerosos proporcionados pelos resultados de pesquisas na Internet. Não se pode mais ter preguiça de pensar e nem de pesquisar, pois estamos na era da Informação.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Leis, regras e normas são fronteiras de sistema

Por vezes você encontra alguém que, numa determinada circunstância crítica, lhe diz:

Eu quero fazer isto, mas a LEI me LIMITA.

Esta metaforização da limitação da LEI é muito verdadeira. Em nossas expressões figuradas estão verdades as quais nunca nos damos conta, pois pela força da repetição, acabam nos passando desapercebidas.

Vamos analisar um caso de nossa vida. Alguém te faz raiva no trânsito, te dá uma fechada. Qual é o seu primeiro reflexo ? É agredir o "desinfeliz". Então, após contar até dois ou três, você se lembra que existe a LEI. E o que diz a lei ? A agressão é prevista no Código Penal, artigo 129:

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:
Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

Detalhes podem ser obtidos a partir de um exemplar deste Código Penal.

Ora, então o indivíduo é impedido de agredir o outro não pelo uso de uma roupa protetora, nem por uma gaiola, e nem por uma cerca. Ele é impedido e limitado pela consciência de que existe a LEI. E qual é a diferença entre um obstáculo físico e um psicológico (como o estabelecido pela LEI) ? Nenhuma.

Outro exemplo é a ordem que o pai dá para o filho pequeno. Uma ordem é uma REGRA. O pai diz ao filho: não mexa nas facas da cozinha. O filho ficará, a partir daquele momento, com um dilema na mente estabelecido por esta REGRA: mexo ou não mexo. Quero mexer, mas não posso, pois meu pai falou e vai ficar bravo se eu desobedecer. O ficar bravo é a PENA resultante da quebra da REGRA, da quebra da LEI., com uma consequente punição física ou ocupacional (ficar sem TV, sem videogame, etc).

Conclusão

As LEIS, REGRAS e NORMAS estabelecem limites psicológicos ou sociais sobre nossas ações e comportamentos, tão eficientes quanto LIMITES físicos (cercas, portas, muros).







sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Enumeração ou sequenciação - A quinta operação mental

Dentro de nosso esforço para expandir os conhecimentos que se tem sobre as operações mentais, para melhor estabelecer os sistemas de informação a serem geridos, identificamos uma quinta operação mental dentro da ciência cognitiva, fundamental para o próprio conhecimento.

A contagem

O exemplo mais óbvio e fundamental de enumeração é o da CONTAGEM. Acostumamos nossas pequenas crianças a fazer a contar de 1 a 10 bem cedo. Isto é quase instintivo quando se está brincando ou mostrando vários objetos, quando se faz um álbum de figurinhas, quando se conta grãos de feijão e moedas.

É muito fácil introduzir a contagem no cotidiano de brincadeiras da criança. A brincadeira com dominós e os jogos de dados vão automaticamente empurrar as crianças para isto que é quase um instinto: CONTAR objetos.

A sequenciação

A sequenciação é uma face da contagem que dá a noção de ordem e de lugar em um contexto. Logo que começam os jogos e a competição entre colegas na escolinha, a criança vai se importar em dizer que foi a primeira, ou segunda, ou terceira. Isto lhe dá a noção de ordem que vai ser extremamente útil no planejamento de tarefas e naquilo que é tão importante para a nossa vida: o TEMPO.

O tempo

Ora, na Gestão do Conhecimento a noção de TEMPO é crucial, pois as informações que compõem o conhecimento só tem sentido se identificarmos em que tempo ou sequência foram adquiridas. E como a maior parte das informações está sob a forma de documentos, o tempo vai ser observado nas datas destes documentos, quando entram e quando vão marcando as etapas do processo de sua Gestão.

Portanto, tempos a enumeração como a quinta operação mental, que insere instintivamente o TEMPO em nosso raciocínio de vida.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Substituição - A quarta operação mental

Em nosso histórico de posts encontra-se o item "Análise, síntese e comparação", aquilo que se acreditava compor o conjunto básico de operações mentais.

Após 8 anos de estudo de neurosciências, cérebro, conhecimento e redes neurais, nosso grupo de trabalho identificou a quarta operação, aliás muito utilizada na matemática: a SUBSTITUIÇÃO.

Psicologicamente (apesar de ser mais compatível com o blog do Cérebro), esta operação está relacionada à própria relação entre os SÍMBOLOS e as COISAS SIMBOLIZADAS, as IDÉIAS e, por decorrência, de nossas EMOÇÕES impressas no cenário onde foram armazenadas.

Um exemplo bem simples: o professor, sob certas circunstâncias, SUBSTITUI o pai. O estudo dos desvios de personalidade e dos distúrbios psicológicos e psiquícos envolve analisar quais SUBSTITUIÇÕES foram erroneamente estabelecidas na cabeça do paciente.

Na matemática

Nas ciências matemáticas, a SUBSTITUIÇÃO se percebe claramente nas equações. Quando escrevemos:

x2 - 2x + 1 = 0

estamos estabelecendo uma equação que nada mais é que o enunciado de uma família de substituições possíveis para uma determinada lei.

Tomando-se apenas as três operações análise, síntese e comparação, a matemática não fica totalmente formalizada através das neurosciências.

Portanto, modifique a sua crença das três operações fundamentais do nosso raciocínio.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Banco de dados Access no Gerenciamento de Informações

Para gerir o conhecimento, é preciso ter bons Sistemas de Gerência da Informação.

As informações bem armazenadas compõem o Conhecimento candidato a uma Gestão eficaz.

E armazenamento de informações é tarefa para bancos de dados. E banco de dados prático, simples e popular é o MSAccess, que consta do pacote Office Pro (o standard não possui o Access). Os demais bancos precisam de interfaces independentes em outros programas executáveis ou via Web. O MSAccess possui todas as ferramentas tanto para criação das tabelas quanto para alimentar, manter e fazer pesquisas sobre o banco.

No entanto, o MSAccess não é de graça. Mas o custo também não é elevado em relação aos bancos de dados gratuitos. Como pode ser isto ? Tomemos o caso do MySql, gratuito na licença pessoal, ou embutido em um produto licenciado que o utiliza como banco de dados (como é o caso dos gerenciadores de conteúdo para Web). A instalação deve ser feita por um técnico. Logo após, se o usuário desejar criar um banco e suas tabelas, será preciso instalar uma ferramenta como MySQLFront ou PHPMyAdmin e aprender a utilizá-las para começar a trabalhar. No caso do SQLite é o mesmo.

Portanto, para o usuário leigo, é preferível pagar um pequeno valor pelo Office e obter uma produtividade imediata do que não pagar nada pelo software, mas ter que correr atrás de conhecimento para aprender a fazer procedimentos técnicos sobre o banco de dados.

Conclusão

Invista um pouco de dinheiro no MS Office Pro, e comece a utilizar o MSAccess para construir seus sistemas de informação de controle do seu conhecimento.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Teoria básica de sistemas

Um SISTEMA é um lugar no TEMPO/ESPAÇO sujeito a um conjunto de REGRAS ou LEIS.

Esta é a melhor definição teórica de Sistema, pois abrange sistemas legais, físicos, humanos e geográficos.

Vamos ver se a definição é reflexiva. É verdade que se observarmos um locus (lugar no tempo ou espaço) e certas regras ou leis puderem ser observadas estaremos diante de um SISTEMA ? Sim. É o caso de um sistema solar (nome bem coerente), um sistema escolar, uma empresa, um veículo, e por aí afora.

O que são as Regras e as Leis

As regras e leis nos dão a sensação de que estamos LIMITADOS. Os psicólogos dizem que é preciso impor LIMITES às crianças. As duas afirmações são absolutamente evidenciadoras da propriedade que as regras e as leis tem de estabelecer uma "parede" quase visível sobre o ser humano. Somos seres metafóricos.

Quando não conseguimos detectar regras ou leis para um contexto (ainda não chamamos de sistema pois não conseguimos perceber suas regras ou leis) chamamos a este contexto de CAOS. Por raciocínio inverso, CAOS é um contexto para o qual ainda não conseguimos enunciar regras ou leis.

As Leis como fronteiras ou limites

Uma das dificuldades da definição teórica de Sistemas apresentada logo no início deste artigo é a de ser absorvida pelos cientistas que lidam com os ramos do conhecimento mais relacionados às ciências físicas, matemáticas e biológicas. Para estes ramos, um Sistema possui fronteiras visíveis. Mas não é preciso "gastar muitos caracteres"  para aceitar que as Regras e as Leis limitam os desejos e ações humanas.

Por exemplo, o artigo 5º da Constituição Federal em seu item XI reza que "a casa é asilo inviolável do indivíduo ...". É uma regra que define claramente a fronteira de refúgio do indivíduo na sociedade: a sua casa. Ora, se esta regra estabelece um limite, ela é um limite. Para alguns é difícil entender como é que uma "simples frase" pode estabelecer uma fronteira. Mas falando que ela existe, a regra acaba por ser, ela mesma uma fronteira de um Sistema.

Outro exemplo é o artigo 7º em seu item XIII, que reza sobre a duração da jornada de trabalho não deve exceder 8 horas. Ao estabelecer um intervalo de tempo para a jornada de trabalho, é como se estabelecesse um "cercado" com uma "área" de oito horas, ou seja, uma quantidade de horas LIMITADA. E um limite é uma fronteira. Um limite, mesmo que abstrato, é uma fronteira no contexto concreto.

Como encarar o direito como um limite

O direito do indivíduo é como o número de passos que ele pode andar para frente, para trás, para a direita e para a esquerda, um por vez, ou todos por uma vez.

Quando o artigo 9º da Constituição diz que "é assegurado o direito de greve", os parágrafos 1º e 2º estabelecem LIMITES quanto aos serviços essenciais e os abusos que não são tolerados. Todo direito tem seus LIMITES.

Contratos como Sistemas

É fácil ver que os contratos são sistemas, pois tem uma série de regras. Quais são os limites palpáveis de um contrato. Um deles é o valor. Em um contrato de prestação de serviços, por exemplo, o prestador recebe "no máximo" o valor estipulado e escrito no contrato. Nada mais. Esse é então um dos Limites do Contrato.

Até o tráfico de drogas tem Regras

O tráfico de drogas tem um limite. Os traficantes não invadem o contexto social-local dos clientes. Eles esperam que os clientes venham até eles. E uma regra clara do tráfico é: COMPROU, PAGOU. Não PAGOU, MORRE. São regras que ofendem nosso sistema Constitucional, cujo Código Civil estabelece regras humanas para pagamento. Não existe prisão nem morte por dívida.

Analise mais as leis de nosso país, para aprender mais sobre Regras e Limites. As pessoas não procuram o conhecimento das Leis, daí tantos erros por ignorância acontecerem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Coletando conhecimento pelos Alertas do Google

Os alertas do Google são muito úteis e recomendamos o seu uso para coletar conhecimento (uma das etapas para gerí-lo). No entanto, já fizemos a experiência com um grupo de pessoas, e mesmo utilizando o mesmo grupo de palavras chave, os resultados obtidos pelas pessoas foram diferentes.

Mas vamos lá,  saber como se cadastra um alerta.

Endereço inicial

O link para cadstrar um alerta do Google é:

http://www.google.com.br/alerts

Tela inicial
Parâmetro de pesquisa




Digite o parâmetro de pesquisa.


Tipo de Conteúdo a monitorar

Escolha o tipo mais conveniente. Se desejar dois tipos, faça um alerta para cada um.

Frequência

A frequência mais razoável é "uma vez por dia".

Volume



Se for um assunto muito comum, escolha "Somente melhores resultados", senão escolha "Todos os resultados".

Email

O último campo é o email. Como a melhor alternativa é atrelar os alertas a uma conta Google, aconselhamos o leitor a fazer o mesmo.

Agora é só esperar os alertas chegarem no seu email.