segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Autopoiesis - Princípio da Continuidade dos Sistemas

Segundo o pensamento Grego, existe um princípio que dita a continuidade das coisas e das instituições. É o Princípio de Autopoeiesis, cuja definição é a seguinte:

Capacidade de um Sistema de se Organizar, se adaptar e de se Autogerir, além de se Reproduzir e melhorar a sua Gestão.

Significado

Uma vez que se delimite um sistema, suas leis e procedimentos, o mesmo começa a funcionar, e continua desta forma. Cabe aos seus componentes revisarem e melhorarem os procedimentos, com vistas a economia e busca de processos que tenham a ver com a sua natureza, pois o que não melhora acaba degradando.

Este mesmo procedimento é inevitável no caso de uma crise. Esta força os membros do Sistema a procurarem formas de superá-la, e isto acaba mantendo o Sistema vivo e funcionando.

Exemplos

Uma área departamental de uma Empresa ou uma franquia são bons exemplos de Sistema Autopoiético.

No caso da franquia, a função reprodutiva é a abertura de uma nova, onde os membros foram selecionados e treinados. No caso de uma área departamental, a reprodução pode ser o treinamento de uma equipe que vai utilizar certos modelos administrativos comuns para se gerir. Neste caso, empregados da área de pessoal podem treinar os empregados de uma nova área de meio ambiente nos procedimentos administrativos comuns a todos os departamentos.

Autopoiesis e Filosofia de Trabalho

Como a Autopoiesis serve como ferramenta de comparação entre o um Local de Trabalho (área, seção, departamento) com um Sistema Autogerível. Seus componentes devem ver a si mesmos como susbsistemas ou componentes, funcionando sem ultrapassar o seu limite de autodestruição. O Limite de Autodestruição de uma pessoa é aquele que extrapola o seu limite metabólico, afinal cada um é também um Sistema Biológico.

Exemplos de Sistemas Autopoiéticos

São exemplops deste tipo de sistema:

A célula;
A pessoa;
Empresas;
Uma floresta;
O Mundo.

Consequências

Tudo o que é Sistematizado tende a sobreviver e a melhorar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Youtube, o pretenso ditador

O mundo conhece bem o significado de Ditador e de Ditadura.

Segundo o dicionário Priberam da língua portuguesa (a Wikipédia ainda vai atingir um nível razoável de credibilidade no futuro), temos:

Ditador Pessoa que reúne em sitemporariamentee em circunstâncias .excepcionaistodos os poderes públicos.

"Ditador", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha],  2008 - 2013,  http://www.priberam.pt/DLPO/Ditador.

Ditadura
1. Governo de ditador.
2. Absorção do poder legislativo pelo poder executivo


"ditadura", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008 - 2013 , http://www.priberam.pt/DLPO/ditadura.

A velha República Romana já experimentou o regime, e funcionou bem. Mas por quê ? Porque era necessária uma centralização de poder devido às constantes guerras, consequência da barbárie. A cultura e o direito não haviam atingido o nível em que estão hoje. E levem em conta que mesmo assim ainda temos conflitos armados no mundo de hoje. Mas havia outro ponto a se considerar. O volume de informação era infinitamente inferior ao que temos hoje.

Quando o volume de informação atinge um determinado patamar, a sua manutenção se torna crítica.

O Poder

As fontes de poder vieram mudando desde a antiguidade. A primeira foi o ouro (riquezas minerais). Depois veio o dinheiro (moeda ligada à credibilidade). Depois as armas (riqueza transformada em defesa). Até este ponto eram "bens tangíveis", passíveis de serem contabilizados. Nesta era, o poder é baseado em "bens intangíveis". Que bens são estes ? Informação e credibilidade.

No que diz respeito à Informação, a detentora do título de maior gestora é o Google. Este mesmo blog pertence ao mecanismo Blogger, de propriedade deste grande conglomerado da Informação.

O Google conseguiu canalizar para o seu nicho tecnológico uma série de ferramentas de Gestão da Informação em primeiro nível. E acrescentou a isto as ferramentas de segundo nível, ou seja, as de foruns de discussão.

E esta empresa não está interessada em que tipo de informação é colocada em seus meios de armazenamento. O que importa é que eles sejam usados para armazenar e para exibir, pois o objetivo final é a veiculação de propaganda e a cobrança dos espaços onde elas são veiculadas.

O Youtube


A difusão de mídias era, até meados dos anos 1990, monopólio das redes de TV e, em menor escala, do rádio. O Youtube veio de mansinho, e com a prerrogativa de meio de armazenagem gratuito, se tornou o maior "armazém" de mídia do mundo.

A geração que inaugurou o seu uso estava ansiosa por ter um meio de divulgação de conteúdo técnico. Porém, como todo meio de comunicação, o Youtube se contaminou com o "besteirol" que já havia tomado conta da TV, sob um controle moderado. Mas o Youtube não tem moderação, a não ser do detentor da mídia propagada.

Com isto, o armazém de dados sérios também se tornou o "varejão da escória das massas". O homem comum começou a alimentar sua própria vaidade difundindo seus vídeos pessoais. O próximo passo foi o que estamos observando agora, onde leigos manifestam a PRETENSÃO DE OPINAR SOBRE ASSUNTOS TÉCNICOS.

A doença do duvidar

Como é que uma pessoa consegue atrair a atenção do público em geral ?

O mecanismo é o mesmo utilizado pela imprensa, antes da implantação do código do CONAR. O CONAR é uma espécie de ONG que faz a autorregulamentação Publicitária a nível Nacional. Almeja-se o "furo" de reportagem, o inédito, o bizarro. E como isto é sentido ? Pode-se constatar esta técnica na enxurrada de vídeos cujo título tem os padrões:

"A verdade sobre ... "
"A mentira sobre ... "
"Desmascarando ... "
"Desmistificando ... "

Então vem o segundo parâmetro de análise, depois do título, os autores. Os autores são, quase sempre, pessoas expulsas das instituições que professam as ideias que criticam agora. Pessoas com anos de exercício naquelas instituições de que falam, e que após 20 ou mais anos "descobrem" que estavam sendo enganadas. Jovens sem uma carreira formal naquele ramo, cujo linguajar não condiz com a seriedade do assunto apresentado, e sem os pré-requisitos exigidos para expor o tema.

Então vem algo que espanta. A legião de pessoas que assistem e concordam com a coisa exposta, ainda fazendo brincadeiras, gozações, usando palavrões e ofendendo-se uns aos outros é enorme. É a idiotização dos meios de divulgação.

Mas ao Youtube pouco interessa, pois já ultrapassou a TV como meio de divulgação tem pelo menos 5 anos. O que interessa ao Google é deter o tráfego da Internet para o seu lado e vender espaço de anúncios

Ganhando dinheiro mentindo ou não


Uma das funcionalidades do Youtube para seus usuários se refere ao processo denominado de MONETIZAÇÃO. Em cálculos sumários, a cada milhão de visualizações o usuário pode ganhar 1500 euros. Mas o leitor julgaria que é difícil atingir este número. Absolutamente. O canal Porta dos Fundos, que promoveu o ator e humorista Flavio Porchat, a cada vídeo colocado atinge facilmente a cifra de 1 milhão de vistas. Alguns vídeos chegaram a ser vistos 14 milhões de vezes. E não exigem muitos recursos, além de terem um tempo de duração muito pequeno.


Vamos comparar com vídeos científicos e sérios. O acesso a estes, mesmo ficando por 2 anos em exibição atingem acessos entre 10.000 e 1 milhão. Isto confirma a máxima de que:

"Se quiser fazer sucesso, faça vídeos bem imbecis", que traduzindo pode ficar assim:

"Quanto pior, melhor"

Entre os autores de vídeos temos adolescentes, recém-formados, ex-membros de correntes ou instituições (estes são os piores), aposentados, adultos que não completaram os estudos e outras aberrações.

Uma geração de enganados


Mas se do lado de quem coloca, até um lucro pode surgir, do lado de quem assiste é que se sente o prejuízo. Alunos em sala de aula respondem às questões utilizando conhecimentos de vídeos distorcidos sobre História, Arqueologia, Biologia, Inglês, e o que se puder imaginar em termos de conteúdos escolares. É uma polêmica parecida com a da Wikipédia, em que os experts recrutados muitas vezes são pessoas com conhecimentos deturpados.

Dr. Google

Os médicos já sentem a dificuldade ao terem que se confrontar com pacientes que se auto-diagnosticam pelo Google. Os pacientes tentam forçar o diagnóstico para o conteúdo lido na Internet. O problema é que o Google não tem olhos nem mãos para examinar o paciente, e muitas vezes a consulta acaba em confronto.

Conclusão

Para o estudo de qualquer tema, os livros, artigos e Revistas especializadas continuam sendo a melhor fonte de consulta. Seus conteúdos passam por revisão de profissionais formados e que lidam cotidianamente com o assunto.

Recomendamos que ao selecionar um vídeo, você analise o perfil de quem o colocou no Youtube. Veja se ele é formado, observe a linguagem que ele utiliza, como saúda sua audiência. Se ele cometer erros de português, descarte. Verifique se no próprio vídeo o autor dá currículo e qualificações, assim você não fica a mercê de um idiota.

__________________________________________________________________________
Fontes:
ABERJE - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial
A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS NA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL - Laís Maciel Roberto
Youtube, mediador da cultura popular no ciberespaço - Denis Renno
Cultura de Massa ou Industrial Cultural - Nélson Adrian
Teorias da Comunicação de Massa Material complementar para desenvolvimento de Observatório de Mídia - Laura Alves Martirani
Redes Sociais na Internet - Raquel Recuero










sexta-feira, 25 de julho de 2014

Usando Mapas Mentais - Ferramenta para Gestão de Conhecimento

O garimpo de informações em um texto pode ser feito através de sua leitura e anotação em um mapa mental. Veja esta breve aula sobre o assunto:

sexta-feira, 15 de março de 2013

Opinião, Posicionamento e Questionamento

A OPINIÃO deve ser uma mistura de Posicionamento e de Questionamento.

Ao expor seu Posicionamento, existe um pacto com a sua própria formação. Se sua Opinião não tem nada a ver com o que você é (aquilo que pratica), ela é uma mentira.

Se você cometeu uma série de erros e eles te ensinaram um caminho MENOS EQUIVOCADO, no momento de sua Opinião, você estará apoiado no passado, sem estar praticando as mesmas ações. A isto chamamos EXPERIÊNCIA.

A abertura ao Questionamento abre possibilidades para escolher caminhos ainda MENOS EQUIVOCADOS. A isto chamamos SABEDORIA. A Sabedoria não é a enumeração de uma série de ERROS, mas sim um pedido de ajuda, para, daí em diante, NÃO COMETER TANTOS ERROS.

Jesus, o Mestre, utilizava este método.

O Contra

Ser simplesmente Contra algo, só para fazer oposição, não é ter Opinião; é apenas querer ESTAR CERTO APOIADO NA OPINIÃO DO OUTRO. Inverter é fácil, basta usar o Espelho.

Segundo Mortimer J. Adler, ao ler um livro ou apreciar os argumentos em geral, você precisa, no momento em que lê pela primeira vez, concordar com o autor, pois só assim vai compreender a coerência do argumento exposto com as demais opiniões laterais que ele dá a respeito do assunto. Só deste modo você entende a ligação Opinião e Opinador. Se uma Opinião não dá pistas sobre aquele que a emitiu, vai ser difícil compreender o motivo porque foi dada aquela Opinião, e pouco vai se poder dizer sobre a real natureza da mesma.

A base

Baseado na EXPERIÊNCIA, só devemos emitir Opiniões após muito estudo. Jovens  ou Inexperientes ou Mentirosos ou Falastrões são rápidos para Opinar, e lentos para Concluir.

Conclusão

Como é bom ficar mais velho.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Grande, alto, maior que, acima e autoridade

Estávamos discutindo os instintos dos animais, herança genética e evolução.

Em dado momento vimos na obra de Joseph Campbell (As máscara de Deus) justamente a discussão sobre os "sinais" já presentes na natureza para os quais os animais estão prontos.

Um deles é o da presença da águia e predadores alados de sua família, como o falcão, o abutre e etc.

Os pequenos animais terrestres e os pequenos pássaros alados, em seu primeiro contato com aqueles mencionados, já reagem com alvoroço e preparam a sua fuga. Mas este sinal parece algo inato. Experimente abrir um guarda-chuva, de preferência escuro, perto da gaiola de um passarinho. Ele logo começa a bater as asas e a ficar desorientado, mesmo dentro da gaiola, que o guarda, segundo nosso raciocínio, de todos os perigos.

Qual é a explicação para isto ?

Os naturalistas dizem que esta é uma informação guardada a milhões de anos no código genético, e passada de pai para filho pela evolução. Vamos supor que o primeiro pássaro nunca tivesse experimentado esta situação. A informação estaria guardada, mesmo assim em seu código genético ?

A explicação está em IMPRESSÃO na forma da linguística dos SINAIS. A experiência do guarda-chuva demonstra bem este fato. Em relação ao tamanho do passarinho, o guarda-chuva aberto é GRANDE.

Na natureza, os filhotes nascem PEQUENOS, e automaticamente se submetem aos GRANDES (os adultos).

A linguagem Simbólica Universal

Um dos conjuntos de palavras mais utilizados pelas crianças é o constituído pelos pares GRANDE e PEQUENO, MAIOR e MENOR, ALTO e BAIXO.

Logo em seus primeiros anos de vida a criança teme o que é GRANDE, o que é ALTO. Isto está muito intrínseco dentro dos conceitos simbólicos que estão em torno dela.

As ideias

Nas histórias infantis temos muito a figura do gigante (GRANDE), que é temido pelo seu tamanho. Ou seja, até a simbologia contida nas fábulas, instrumento para fixar os símbolos na mente dos futuros adultos, induz o indivíduo a fixar este conceito de proporções. O GRANDE pode mais, provoca mais danos. O PEQUENO, nas fábulas, tem que usar a inteligência para vencer o Gigante.

Autoridade

Veja como as noções de Autoridade estão gravadas em nosso dicionário simbólico na forma de proporções e de posição:

A vontade do comandante é MAIOR que a minha.
O Governador está ACIMA de mim.
O Oficial é superior a mim.

Estas são formas de expressão simbólica (metáforas) que ilustram bem a relação entre Autoridade, tamanho e posição. Não precisa dizer mais nada.

Conclusão

A Autoridade e as ideias de risco e dano (caso do passarinho), na língua, são expressas, simbolicamente, por ideias de tamanho e de posição.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mapas Mentais Multi-dimensionais (Mind Mapping)

Os Mapas Mentais (Mind Maps) e os Mapas conceituais são excelentes ferramentas de trabalho.

No entanto, na forma em que existiram até hoje, sem uma normatização de relacionamentos por ação ou por relação, ou seja, eles praticamente são diagramas que ligam ideias, eles são muito mais úteis ao autor do que para os seus numerosos leitores.

Por isto, após um estudo de 4 anos sobre diagramas relacionais (apresentados acertadamente como mapas mentais em alguns casos), encontramos uma forma mista, mas bem mais acessível ao entendimento de quem os vê.

Veja um Mapa Mental Multi-Dimensional (MMMD, ou 3MD) do Brasil país:

Este é realmente um Mapa Mental multi-dimensional, em relação à:


  • Conceitos e pré-conceitos em relação ao Brasil;
  • Dados estatísticos;
  • Pré-História do Brasil;
  • História do Brasil.


Os mapas mentais até agora, em geral, eram feitos ligando as ideias que iam aparecendo sobre um assunto, sem uma separação clara do escopo de cada grupo de ideias. Sim, se apresentaram muito mais úteis que as descrições e esquemas feitos mais linearmente, mas assemelhavam-se mais a infográficos mais evoluídos do que realmente a mapas mentais verdadeiros.

Da forma colocada agora, pela primeira vez, na Internet, e neste blog, vê-se claramente a inserção das ideias em Escopos, ou CATEGORIAS da disciplina em questão para a IDEIA central tratada.

Tudo o que se viu até hoje em matéria de Mapas Mentais foram diagramas de composição bem livre, mais adaptado ao mercado de softwares que seriam vendidos para compor os Mapas, sem restringir de forma alguma o usuário do que ao real propósito de construir alguma coisa realmente ORGANIZADA.

Conclusão

A ideia antes vendida de Mapa Mental era apenas uma forma de diagramação relacional. O verdadeiro Mapa Mental reflete uma organização multi-dimensional que mantém a coerência dentro de categorias de uma mesma ideia.

Jogue fora todos os seus mapas anteriores, e os refaça utilizando esta lógica.

Em caso de dúvidas, poste nos comentários.

domingo, 4 de novembro de 2012

Símbolos - Querer acreditar

Em uma tarde em família, estávamos observando nossa cadelinha mordendo o "casaquinho" que demos no inverno deste ano. Ela acabara de sair do cio. É uma cadelinha bassê muito boazinha. Mas neste dia, se alguém tentava tirar o casaquinho dela, ela protestava com rosnados convincentes.

É preciso completar a história citando que o casaquinho estava em meio a roupas para lavar. Dias antes, ela fuçava na pilha de roupa suja, gemendo baixinho. De repente percebemos que era ele que ela procurava, e o demos com um carinho. Ela já estava no cio.

Pois bem, sabe-se que algumas cadelas sofrem de gravidez psicológica. Nossa cadela tomou o casaco não como um filhote, mas como ALGO PARA DEFENDER, PARA SE TOMAR CONTA, OU SEJA, um Símbolo físico.

Os símbolos

Já falamos sobre símbolos e símbolos impróprios. O ser humano, dotado de razão, lógico e com todo o seu potencial e informação, por diversas vezes é pego em uma armadilha de símbolos e é vítima das metáforas mentais. O caso mais comum é o de homens e mulheres que caem nos enganos da paixão, por confundirem mulher ou marido com mãe e pai, respectivamente, ou a professora com a mãe, o professor com o pai, numa gama de possibilidades enorme.

Mais próximo da realidade, tem pessoas que amam as mães, mesmo elas sendo megeras, torturadoras, algozes, madrastas mesmo. Este é o melhor exemplo de Querer Acreditar. A mãe, neste caso, é mais uma PESSOA SÍMBOLO do que uma PESSOA SAPIENS CARNALIS (pessoa racional em carne). Poderíamos chamar as Pessoas Símbolo de Atores. Como não correspondem, em ações, ao Símbolo que carregam consigo em Relação ao Contexto Social, não passam de arroubos de gente mal resolvida. Pessoas deste tipo podem receber a alcunha de Falsos, Fingidos, Duas Caras ou Dissimulados.

A salvação social destas pessoas, para quem os rodeiam é o Querer Acreditar. O filho que tem uma megera como mãe, faz uma "maquiagem", pintando com cores os locais da personalidade deste tipo de pessoa que são brancos ou cinza, de modo que corresponda a aquilo que idealiza CONFORME OS MODELOS DISPONÍVEIS NA SOCIEDADE.

Nossas crenças

Se você pensa ser um Pai, você tem que reforçar isto na sua mente, tendo consciência e exercendo o Modelo Previsto. Na ausência do seu filho, você se sente menos Pai ? Os Símbolos humanos tem um mantenedor, que é a mente, ou se você preferir, a memória. Até Deus em sua palavra falou algumas vezes que "se lembrou". Tem cabimento ? O supremo Criador e Controlador se "lembrou dos hebreus" quando os viu em escravidão no Egito. Pode ?

Claro que pode, pois nós temos que fazê-lo a toda hora. Quem sofre do mal de Alzheimer, que entre outras coisas causa perda progressiva da memória, perde a identidade. Somos construídos a partir dos Símbolos que fabricamos na mente,

A crença em Deus como exemplo

Ora, a expressão mais fidedigna do "Querer Acreditar" é a Crença em Deus, chamada de Fé. Não é preciso gastar muito discurso. Quem crê em Deus o faz com a força do "Querer Acreditar". Estas pessoas crêem mais nEle do que até nas coisas visíveis,

Mas com base na teoria de que o Cérebro é um Simulador, até para vivermos, PRECISAMOS CRER QUE A VIDA É REAL. Sim. Como temos dois estados, de Consciência e de Sono, não podemos afirmar em qual dos dois estamos em um momento com CERTEZA ABSOLUTA.

Levando ao extremo

Você tem que crer que o próximo dia realmente vai acontecer, que o ônibus vai chegar, que sua esposa ou marido vão chegar, que o filho vai chegar da escola, que vão depositar seu salário, que o remédio vai fazer efeito, de que suas pernas vão andar quando seu corpo acordar, que vai haver energia elétrica na hora de ligar um aparelho, que o dinheiro de seu salário estará no banco na hora em que precisar, etc. Tudo depende de um "Querer acreditar", e estamos falando ANTES da fé em Deus. Você vive neste estado O TEMPO TODO, e não sabe.

Os doentes de síndrome de pânico sabem muito bem o que isto quer dizer. Seu "Querer acreditar" fica afetado ou inexistente até na hora de simplesmente atravessar uma rua. Converse com um deles.